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Jubileu da Esperança: Ordem de Malta presta homenagem àqueles que auxiliaram milhões de peregrinos

17 de jun.
3 min de leitura

Ontem, realizou-se uma cerimônia de agradecimento na Villa Magistral, em Roma, para aqueles que contribuíram para a organização e a gestão do serviço de primeiros socorros prestado pela Soberana Ordem de Malta durante o Jubileu da Esperança de 2025. Na presença do Grão-Mestre Fra’ John T. Dunlap, de membros do Conselho Soberano e de representantes de órgãos da Ordem de Malta e de instituições do Vaticano, foram entregues as Medalhas do Jubileu àqueles que se destacaram por seus serviços durante o Ano Santo.


A cerimônia representou um momento de reconhecimento público por um ano de trabalho generoso e, muitas vezes, silencioso, viabilizado graças ao empenho de mais de 2.200 membros e voluntários de cerca de 30 países. Esse compromisso está enraizado na missão histórica da Ordem — fundamentada nos princípios de *tuitio fidei* e *obsequium pauperum* — e continua a se expressar naquela "espiritualidade de serviço" que, ontem como hoje, se traduz em gestos concretos de assistência e de proteção da dignidade humana.


A cada semana, mais de 35 voluntários, organizados em oito equipes de médicos, enfermeiros e paramédicos, trabalhavam ao lado dos 90 voluntários regulares no Posto de Primeiros Socorros da Praça de São Pedro, realizando cerca de 3.000 intervenções de saúde e atendendo com profissionalismo tanto necessidades médicas básicas quanto emergências mais complexas.


Em seu discurso, o Grão-Hospitalário Josef D. Blotz ressaltou o profundo significado da iniciativa: «Por trás de cada grande evento, há sempre um fio invisível composto por sacrifício, disciplina, renúncia pessoal, cansaço e a capacidade de enfrentar o inesperado sem jamais perder o equilíbrio e a lucidez. E é precisamente esse fio invisível que queremos tornar visível e homenagear hoje.» Os agradecimentos foram dirigidos não apenas aos voluntários da Ordem de Malta, mas também à Santa Sé e às autoridades do Vaticano, pela confiança e colaboração estabelecidas durante o Ano Santo.


Iniciado em 24 de dezembro de 2024 pelo Papa Francisco e com término previsto para 6 de janeiro de 2026 — data do fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro —, o Jubileu da Esperança registrou uma participação extraordinária, com mais de 33 milhões de peregrinos de 185 países visitando Roma durante o Ano Santo. Nesse contexto, a Ordem de Malta honrou sua missão milenar de assistência aos peregrinos, assegurando um serviço contínuo de saúde na Praça de São Pedro e nas basílicas de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros.


O centro operacional de toda a missão foi o Posto de Primeiros Socorros da Ordem de Malta na Ala Carlos Magno, que em 2025 celebrou 75 anos de atividade ininterrupta a serviço dos peregrinos. Durante os meses de verão e em eventos de grande afluência, a estrutura coordenou as atividades nas basílicas papais, ampliando os turnos e os serviços prestados. Um empenho extraordinário foi registrado durante o funeral do Papa Francisco, quando o número de atendimentos diários triplicou graças a equipes adicionais de voluntários.


Coroando esse empenho extraordinário, em um encontro com representantes e voluntários das instituições que colaboraram na realização do Jubileu, realizado em janeiro de 2026, o Papa Leão XIV elogiou a grande dedicação da Ordem de Malta durante o Ano Santo, reconhecendo o valor de um serviço que traduziu o espírito do Ano Santo em cuidados essenciais e acolhimento para os milhões de peregrinos que chegaram a Roma vindos de todo o mundo.

 
 
 

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